SANTA VITÓRIA DO PALMAR

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O município que vê o sol sair e se pôr

A 709 km de Porto Alegre, a 242 de Pelotas e a 224km de Rio Grande, ao norte, e a 360 km de Montevideu, 260 de Punta Del Este e 20 km do Chuí, encontra-se a cidade de Santa Vitória do Palmar, centro administrativo da região e responsável pelos balneários Hermenegildo, As Maravilhas, Alvorada e Barra do Chuí. É mais uma cidade típica do interior, com grandes casarões que contam parte da história e ruas de pedra que falam de outras épocas de esplendor.

Situada entre a BR 471 e a Lagoa Merim, Santa Vitória do Palmar tem um maravilhoso Porto onde podem ser vividos os mais bonitos por do sol da região, embora precisa de mais cuidados – quem sabe uma concessão privada para aproveitar aquele lugar com um restaurante ou algum outro atrativo-. Existe uma comunidade ativa de pescadores na área, tem lugares para acampar e ali acontecem festivais de música e outros espetáculos que dão outra cor ao PORTO DE SANTA VITORIA como produto turístico.

Suas praças e passeios públicos falam de uma comunidade em crescimento, embora a sua praça principal “General Andrea” seja o ponto atrativo por excelência, com estatuas e homenagens particulares que nos falam de uma sociedade com identidade e pertença que gosta de mostrar ao turista o que tem de melhor; exemplo disso e a venda de artesanatos como o dos BUTIAS.

Exemplo da vontade de superação e o Curso de Bacharelado em Turismo que a FURG oferece, e que acredito acabará colaborando com os operadores turísticos da região, dando outra qualidade aos seus serviços.

Uma pequena cidade com uma população de quase 30.000 habitantes que possui dois museus fala muito do seu valor cultural para a região: tem o Museu Coronel Tancredo Fernandes de Mello no centro da cidade (acessível só pelos fundos a mais de dois anos, por reformas na sua estrutura, dificulta o aceso aos turistas), e o Museu Mário Costa Barberena -no Porto e a vera da Lagoa Merim- que possui uma coleção única de ossos pré-históricos elogiados e invejados por paleontólogos da região e por outros museus de Latino América.

Embora o Município trabalha na conscientização do perigo que o lixo traz para a saúde, é inútil fazer toda a coleta do lixo do Município se não houver uma classificação domiciliar ou uma seleção final e todo vai ao mesmo lugar, no aterro a céu aberto, e porém na agua que bebemos. Não há um apoio público necessário aos recicladores que coletam o lixo em carros ou bicicletas, não há uma promoção com a comunidade para aumentar a conscientização da importância da reciclagem, na cidade nem nos balneários. Além de educação, tem que ter vontade política e infra-estrutura adequada, ou tudo será feito em vão.

Si prosperar a idéia dos governos da região, de criar um porto de águas profundas nas costas do balneário As Maravilhas, a situação poderá ainda piorar, acabando com o ecossistema local e com as espécies nativas de região; esses Balneários se tornarão lugares agressivos, nocivos ao meio ambiente e logo só poderão ser tomadas medidas reativas para tentar reduzir os danos já existentes, esses que podem ser causados por não tomar as medidas ambientais que a lei determina e que esses belos ambientes naturais merecem.

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Richar Enry

Productor audiovisual, documentalista, investigador histórico, redator e reporter.

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