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PUNTA DEL DIABLO

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Quase um paraíso…

Visitar Punta Del Diablo é atraente e charmoso, um lugar que começou sendo um povoados de pescadores hoje tem se tornado um balneário com muito verde, grandes bosques e grandes pinheiros, às nove horas de sol no inverno ou as doces horas de sol no verão fazem que suas areias finas e quentes compensem as baixas temperaturas de suas águas, que ficam superlotadas.

A 544 km de Porto Alegre, 319 de Pelotas e 290 de Montevidéu, você encontrará um dos cinco pontos turísticos mais conhecidos do litoral oceânico de Rocha. Entrando no Uruguai a partir do Chuí, passando por um trecho mais longo da estrada por 2 km – onde está localizada uma pista de pouso e decolagem de emergência, usada, por exemplo, em caso de incêndios florestais, como em 2005 – é possível notar uma mudança na geografia do lugar e na arquitetura dos povoados, deixando atrás o banhado do Taím nós vamos para uma planície com pouca elevação como “La Coronilla” e a Fortaleza de Santa Teresa, que iremos descobrir em outra oportunidade.

Uma grande diversidade de opções de hospedagem para os visitantes – desde camping, cabanas, albergues, pousadas, hotéis e até glamping – garantem a quem quiser, com pouco ou muito dinheiro, poder desfrutar de uma atração turística natural difícil de reproduzir ou encontrar em outro lugar do mundo. Não se esqueça de trocar ou dinheiro, já que no caso em quase nenhum lugar e azeite outra moeda que não seja o peso uruguaio, no balneário há um só caixa eletrônico e não há posto de gasolina, para achar esses serviços tem que ir a La Coronilla, que fica a 21 kms, ou ao Chuy / Chuí, que fica a 44 kms.

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Ao longo do ano existem lojas de todos os ramos, padarias, açougues, supermercados, restaurantes, bares, barracas, imóveis e até veterinária. O crescente turismo atemporal permite que o lugar tenha mais comércios relacionados aos serviços, e que a cada dia sejam mais e diverso, desde o artesanato, a alimentação tradicional – como os buñelos de algas – e até mesmo produtos vegetarianos, dietéticos e orgânicos, além dos produtos já saudáveis do mar, aqueles que são típicos e que os pescadores todos os dias, honrando sua história e oficio, trazem com suas mãos a muitos anos para esta comunidade (especialmente corvinas e tubarões).

Com uma população fixa em crescimento, os benefícios também trazem os efeitos colaterais de uma urbanização irregular e pouco sustentável, que hoje já não podem mais beber água de nascentes ou poços artesianos e devem consumir água encanada (tratada com cloro), porque os dejetos das águas cinzas e negras não têm a destinação adequada – como manifestam os profissionais que atuam na área -. Em quanto ao lixo, não a uma classificação nem uma coleção diferenciada, é percebida uma falta de conscientização da comunidade (como mostrado em algumas fotos) e não há uma infra-estruturar nem uma divulgação ou sinalização comunitária ou estatal para o descarte correto do lixo –embora haja iniciativas particulares ensinando as crianças nas escolas, como AULAMAR-, sendo a disposição final irresponsavelmente jogada no aterro público ao ar livre na cidade de Castillos.

Da mesma forma, a adoção de medidas micro e macro é urgente, para evitar ou pelo menos deter os danos ambientais que são gerados nos ecossistemas costeiros onde estão instalados os povoados destinados ao balneário dos moradores fixos e turísticos da região. São necessários cuidados especiais com os mantos dunares, isto é, as linhas de dunas costeiras que foram vendidas e privatizadas para a construção de importantes obras urbanas, ignorando o propósito e o funcionamento natural das mesmas, impondo os interesses privados e mesquinhos de uns poucos seres humanos por sobre a sustentabilidade do ecossistema para a vida saudável das gerações atuais e futuras.

Richar Enry Ferreira

Productor audiovisual, documentalista, investigador histórico, redator e reporter.

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