O QUILERO, MOTOR DA ECONOMIA

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É necessário adotar medidas que não os exclua

Hoje, quando se fala tanto em “manter os motores da economia funcionando” diante da quarentena e da pandemia, devemos nos perguntar: qual é o papel dos contrabandistas, que interfere na atividade que os quileros exercem no fronteira com ele tem? dificuldade e risco do que outras áreas da esfera comercial?

Quando constatamos que, segundo dados da Secretaria de Planejamento e Orçamento, o desemprego no Departamento de Cerro Largo, por exemplo, chega a 50,5%, e a informalidade – que há mais de dois séculos está ligada ao contrabando – chega a 49,1% do comércio em região, devemos nos preocupar em ver que medidas serão adotadas agora a este respeito.

Como se o sacrifício que já implica ir à fronteira em condições indignas não bastasse, como se não bastassem os perigos que ela representa, até mesmo o risco da própria vida, agora também terão que enfrentar o possível contágio de um potencialmente letal vírus, sozinhos e sem qualquer tipo de ajuda, como se a vida e a saúde desses cidadãos tivessem menos valor por trabalharem no setor informal ou fora dos marcos legais.

Ninguém pode dizer que desconhece esta atividade, pois já era praticada pelo herói nacional José “Pepe” Artigas em 1793; Porém, até o momento, nem mesmo com a existência de um Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), os governos têm sabido enfrentar tais dificuldades comerciais, tarifárias, tributárias, trabalhistas e sociais na fronteira, tornando transparente e legalizando uma tarefa que o faria. ser menos perigoso se não for triplamente punido com a pena penal, a apreensão da mercadoria e multa, mais a apreensão dos veículos.

A verdade é que nos departamentos de fronteira os negócios jurídicos sobrevivem graças ao consumo que esses mesmos contrabandistas e seu entorno mobilizam, comprando eletrodomésticos, móveis, eletrônicos e celulares, por exemplo, tudo que não é mais barato, não vale a pena ou aí. não há garantia se for contrabando; É por isso que as medidas para aliviar a situação especial de pandemia no Uruguai devem também pensar sobre eles, ouvir e atender à realidade das pessoas que vivem na fronteira que querem estudar, trabalhar e viver com dignidade.

Talvez seja hora de colocar os pés no chão e pensar em soluções integrais e de longo prazo que atendam e incluam as novas gerações desse fragmento da sociedade que, como outros setores da realidade nacional, exige considerar suas necessidades e seus direitos como cidadãos; portanto, é justo assumir essa realidade e adotar medidas que não os excluam, mas sim que façam parte do “novo normal”.

Richar Enry Ferreira

Productor audiovisual, documentalista, investigador histórico, redator e reporter.

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