UN SOLO MAR DE DESCOBERTAS…

PRESS WORKERS

Se no planeta terra 71% da superfície é água,

e 97% dessa agua é mar,

temos muito espaço desconhecido por investigar.

A cada dia que passa fica evidente que nós humanos sabemos muito pouco sobre o que está sob nossos pés, redescobrindo novos seres vivos que acreditamos extintos, novos achados arqueológicos que nos falam de outras formas de vida, e no mar isto não é diferente.

Para entender mais sobre essa questão e saber o que está sendo feito na área de pesquisa científica, conversamos com José Truda Palazzo Jr., Coordenador de Desenvolvimento Institucional do “Instituto Baleia Jubarte”, quem disse que a biodiversidade inestimável do mar e da costa do extremo sul do Brasil e do Uruguai é um patrimônio compartilhado que precisa ser melhor conhecido e protegido.

Falamos com ele no momento em que a equipe de mergulhadores preparava toda equipe técnica para descer na costa oceânica do extremo sul do Brasil, com o intuito documentar essa biodiversidade para poder levar as Escolas, aos cidadãos, aos tomadores de decisão, informações e imagens sobre esse patrimônio incrível e também buscar a criação de mais áreas marinhas protegidas de conservação na nossa região.

“A ideia do Projeto “Un solo mar” – disse -, é reunir a informação que existe, aprimorar essa informação e transformar ela em propostas concretas para poder proteger essa riqueza viva toda a traves de áreas protegidas decretadas pelo o Estado brasileiro e o Estado uruguaio”.

O objetivo final de todo esse esforço e fazer que nossos governos reconheçam a importância de proteger esse patrimônio, que hoje é ameaçado de diversas formas, pela pesca pirata pelo desenvolvimento da costa de maneira insustentável e principalmente pelo valor dos serviços ecossistêmicos que estes ambientes preservados prestam a nossas sociedades.

Descoberta de amostras de vida dos fundos rochosos mais austrais do Brasil.

“Por isso, precisamos chegar ao final do projeto com a criação efetiva de áreas marinas protegidas no Brasil e no Uruguai, e é isso que esperamos lograr”.

A equipe, formada por mais de quinze pessoas, vem trabalhando ao longo desta semana, estudando os antecedentes da região, navegando debaixo d’água, documentando os achados, mapeando a região e coletando amostras submarinas que representam parte do bioma marinho costeiro da região. Agora o trabalho continua mas em outras áreas, laboratório, informática e reuniões com autoridades em busca de atingir os objetivos.

‘Esta é uma expedição binacional do Projeto, que envolve o “Instituto Baleia Jubarte”, o “Núcleo de Monitoramento Médio Ambiental” (NEMA) de Rio Grande, com a presença de Kleber Grubel da Silva, e a “Organización para la Conservación de Cetáceos” (OCC), com Rodrigo García Pingaro (hoje Diretor da Divisão de Meio Ambiente e Mudança Climática da Intendencia de Rocha), do Uruguai, e juntos somos parte de uma rede maior que é o “Forum para a Conservação do Mar Patagônico e Áreas de Adjacências”, com mais outras entidades uruguaias, chilenas e argentinas e a traves dessa integração pretendemos que cada vez mais possamos incidir sobre os tomadores de decisão na nossa sociedade, para proteger esse patrimônio maravilhoso que temos de costa e mar”.

Richar Enry Ferreira

 

Fotografías de OEco.org.br

Productor audiovisual, documentalista, investigador histórico, redator e reporter.

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