JUVENTUDE, RISCO DE ALICIAMENTO A CRIMINALIDADE

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“é claro que se observa como essas juventudes podem estar mais

próximas de redes de crime organizado com muita atenção”

Antes do fim de ano passado, no intuito de conhecer mais sobre a vida dos jovens nas fronteiras e de como as instituições internacionais vem trabalhando com os Estados da região a procura de uma vida digna, falamos como Marcelo Mondelli, consultor e assessor do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e hoje vamos saber mais como Renan Xavier, Chefe de Comunicação do Instituto Social do MERCOSUL (ISM).

Desde o início do projeto JUVENTUDES E FRONTEIRAS, em 2019, Renan atua na implementação do mesmo com (UNFPA), atualmente fazendo algumas coordenações das linhas de ações desde o mesmo, já que o Instituto é uma instância técnica regional de investigação no campo das políticas sociais do MERCOSUL.

“Isto é porque entendemos que a região apresenta um bônus demográfico importante, em relação a juventude, isso significa que há uma janela de oportunidades para que as populações e os países possam aproveitar em relação ao futuro”.

“E é por isso que o Instituto analisa essas questões e tenta contribuir, junto aos Estado, os governos locais, junto ao poder público local e instituições sociais, na discussão, na reflexão e na tomada de decisões em relação a essas questões”.

Nos conta que também “há uma etapa de ouvir os jovens e a juventude, os diversos coletivos que estão nessa zona de fronteira, sobre os desafios que é crescer nessas regiões de fronteira, para logo, numa terceira etapa de projeto fazer sim uma questão mais vinculada a incidência a esse conjunto de informações…. a partir desse conjunto de informações verificar que líneas estratégicas que podem ser organizadas e coordenadas com UNFPA ou com o poder local, para tentar de alguma maneira a partir dessas percepções da juventude resolver o que fazer de um modo mais estratégico”.

A pandemia também nos mostrou outras informações, “por exemplo, quanto uma proteção social e importante para um jovem que trabalha de um modo informal ela não é tão ampla quanto a proteção social de um jovem que trabalha formalmente, por exemplo, nestes momentos da pandemia, onde houve muita demissão, muito afastamento ou abandono de emprego -nessas regiões de fronteira, onde o jovem tinha que atravessar a fronteira para trabalhar- o jovem se vê sem emprego e sem a proteção social do Estado, sendo que se ele trabalhasse formalmente ele teria aceso a seguro desemprego e a uma serie de outro benefícios sociais”

Perguntado sobre a questão do contrabando, como variável social importante nas fronteiras, nesse sentido Renan fala que: “há uma presença forte da informalidade na juventude, que são mais vulneráveis, diferente de jovem que estão nas regiões centrais dos países, e é claro que se observa como essas juventudes podem estar mas próximas de redes de crime organizado como muita atenção… por isso é importante ter a juventude como um ponto de atenção nessas regiões, para que elas contribuam a suas comunidades de uma maneira formal, com a proteção institucional, já que se não alguns vão migrar e outros vão encontrar nessas redes um modo de subsistência”.

Durante a entrevista você comentou que tem se construído uma agenda em base aos interesses dos jovens, além de primeiro trabalho, saúde, discriminação racial o por gênero, ou até violência doméstica -agravada por o encerro da pandemia- quais tem sido os outros temas propostos por os jovens como de muito interesse: “tem agendas mais locais, que as juventudes fazem por exemplo a educação, a transporte, a uma necessidade de um vínculo maior de transito entre algumas regiões de fronteira, a questão do meio ambiente, expondo intenção essa vontade de que as regiões respeitem o meio ambiente, aparecem como demandas das juventudes pensando como nas suas comunidades a futuro”.

É bom lembrar que o ISM nasce no âmbito das Reuniões de Ministros y Autoridades de Desenvolvimento Social do MERCOSUL, sendo criado por Decisão do Conselho do Mercado Comum em 2007. Tem como principal propósito que a dimensão social da integração se faça realidade em cada cidadão do bloco, promovendo e gerando ações que tornem esta região um espaço mais inclusivo, com equidade e igualdade.

Com sede em Assunção, capital da República do Paraguai, desde sua inauguração, em julho de 2009, o Instituto vem desenvolvendo trabalhos de reconhecimento das atuais políticas públicas focadas na juventude, em um trabalho conjunto com a UNFPA-ONU.

Richar Enry Ferreira

Productor audiovisual, documentalista, investigador histórico, redator e reporter.

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