A RE-EVOLUÇÃO PASSANDO POR MINAS GERAIS

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“O ser humano já tem evoluído tanto que está involuindo,

está indo para trás. É hora de começar a repensar nossas atitudes perante o lixo…”

Há poucos dias, o ambientalista uruguaio que já tem viajado por toda a costa oceânica do Brasil e do Uruguai, com o apoio de nosso site, Mathias Ferreira, esteva de passagem por Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, e nosso colega, Jornalista Colaborador Especial Pablo Thaigo, conversou com ele, foi um momento oportuno para refletir rapidamente sobre sua trajetória e a situação ambiental que ele mesmo tem encontrado na sua caminhada.

Qual é a ideia

Mathias leva adiante um projeto de conscientização ambiental, e o faz como uma máscara antiga, dessas da Primeira Guerra Mundial, ele tem percorrido o litoral brasileiro catando lixo, sim, catando mesmo toneladas de lixo. De pouco a pouco ele vem catando o lixo que encontra nas praias, fica tres ou quatro dias em cada Estado, com essa máscara, para mostrar quão tóxico é o local que a gente está vivendo e convivendo, e as vezes nem percebemos.

O objetivo desse projeto chamado “A Re-evolução” –fala Mathias- é criar uma maneira de repensar de tudo, ré evoluir. O ser humano já tem evoluído tanto que está involuindo (regredindo), indo para trás, e eu acredito que está na hora de começar a repensar nossas atitudes perante o lixo, o que a gente produz no dia a dia, as coisas que acontecem aqui hoje, lá diante, também acabam sempre afetando a nossa natureza. Está na hora de começar a mudar as nossas atitudes para poder viver na natureza, poder aproveitar o dia a dia e respeitá-la, porque ela é muito sagrada e necessária.

Ele acredita que sua missão e conscientizar o maior número possível de pessoas –estimulando a educação ambiental–  sobre os impactos negativos da poluição plástica e o descarte incorreto de resíduos nas comunidades, arroios, rios, praias e oceanos, salientando a importância da economia circular e a mudança nos hábitos de consumo.

Na minha primeira caminhada pela re-evolução, caminhei do Balneário Camboriú até o Uruguai,
percorrendo 2.000 km a pé e 58 praias até seu destino final e hoje estou aqui inda para São Paulo,
levando a mesma mensagem de vida sustentável, acrescentou Mathias.

Aquí agora

Com a Lagoa da Pampulha como cenário, lugar conhecido pelo mundo inteiro, más que só os belo horizontinos sentem o cheiro, eles se depararam com uma cena que me chamou atenção, e é um trator da prefeitura recolhendo um certo lixo nesse ponto de um córrego que vem lá de Contagem e deságua na Lagoa da Pampulha.

O que mais impacta é o material que eles estão recolhendo, dá para perceber que é um piche e aí a gente lembra, caramba, como é que esse material vem parar aqui?

Aí a gente lembra daquele acidente la próxima Ceasa, do caminhão que tombou a dois dias atrais. Então, olha como é que a natureza é, a água traz, mesmo sendo nocivo, a água tem trazido isso lá de cima, matando os seres vivos, acabando com tudo.

Um acidente, é claro, não foi culpa de ninguém, aconteceu, mais agora pensa isso em outros locais. Pensa que às vezes o simples lixo doméstico, o simples copinho de refrigerante … quanto dano pode causar.

“O grande problema é o dano irreversível à nossa natureza que a gente ocasiona, como já tem feito em rios que estão mortos por causa do plástico, tem manguezais, que já está morto por causa do lixo que a gente mal descarta. Então, está na hora de repensar o descarte do lixo. Pensar, no que você consome e o que fazer como o lixo que você gera no dia a dia”, disse Mathias.

O futuro da re-evolução

No enquanto, ele continua realizando limpeza de praias, ministrando palestras em prefeituras, mobilizando os veículos de imprensa, compartilhando projetos socioambientais e prestando assessoria, como o intuito de pronto fazer um livro que conte a sua caminhada e quem sabe possa até gravar um documentário, todo com o único anseio de parar contaminar a terra.

Desejamos que daqui para frente a gente possa fazer uma reevolução ainda maior. Parabéns pelo trabalho!

Veja o video da entrevista aquí

Pablo Thiago

Productor audiovisual, documentalista, investigador histórico, redator e reporter.

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